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domingo, 18 de março de 2012

Elas sabem do poder que tem!

Há duas semanas estava de moto numa das principais avenidas de Natal quando me deparo com um Outdoor que apresentava a frase que também é o título desse post com congratulações ao dia Internacional da Mulher, representada por uma modelo revelando o rosto coberto por uma máscara tipo "super herói". Achei interessante a construção da idéia, mas não me contive no questionamento: "Será que elas sabem MESMO!?"

Ao longo da História a mulher foi exaltada, humilhada, respeitada, denegrida, amada, odiada, elevada, vilipendiada e muito mais, o que não a impediu, ainda que diante das maiores atrocidades permanecer serena e poderosa, também como haveria de ser diferente uma vez que é dela mesma que a vida provém? Contudo, o que vemos hoje é um cenário nunca antes imaginado ou esperado, um cenário no qual a própria mulher começa a negar sua essência. Exemplo disso foi o movimento todo que se levantou contra a veiculação da série de comerciais de roupas íntimas estrelado por Gisele Bündchen (que você pode conferir no You Tube) sob o argumento que o referido comercial apresentava a mulher como um mero objeto sexual e blá-blá-blá... Tudo conversa fiada, afinal de contas o que querem todos os que se apressaram em criticar, apresentar a mulher de macacão engraxado?

Há na verdade um movimento controverso para o meio do qual as mulheres parecem, seja por escolha própria ou pressão social, estar sendo arrastadas, um movimento de elevação do padrão "Griselda" (para os que não são noveleiros como eu, basta saber que o personagem de Lilia Cabral na novela Fina Estampa que é uma mãe divorciada que trabalha como mecânica de automóveis e é apelidada de "Pereirão" por seu "jeitão macho" de lidar com quase tudo), onde a mulher boa não é a que é delicada, frágil e "dependente" mas sim forte, dura e independente, o que é algo importante, até certo ponto, para contrapor o machismo exacerbado da nossa sociedade mas acaba por depreciar grandemente a própria essência feminina representada de forma ímpar no próprio comercial já supracitado e que foi criticado de todas as formas possíveis pelos mais diversos setores. Agora nessas horas eu me pergunto: Quem é que, em sã consciência tendo "cão" caça com "gato"?

Foi a mulher dentre todas as criações da natureza quem em maior plenitude reuniu aquilo que de melhor poderia haver e onde todo o poder residiria: amor, compaixão, paciência, sensibilidade, beleza, delicadeza e fragilidade para que fosse com maior cuidado tratada e apreciada, porém mesmo diante de tudo isso o caminho que muitas tem escolhido hoje é justamente o da raiva, da intolerância e da dureza, características todas encontradas em abundância no homem, que na ausência dos supracitados dons femininos recorre à força bruta para alcançar seus objetivos.

O grande detalhe disso tudo acaba sendo o fato de que, mesmo o "Pereirão" acaba por se tornar madame e retorna à sua essência feminina perdida em algum momento no passado, tudo isso numa tentativa clara de transmitir-se a idéia de que a mulher precisa se rebaixar à natureza masculina para alcançar sucesso suficiente para ser quem ela REALMENTE quer ser. É diante de todos esses fatos é que eu sinceramente questiono se as mulheres sabem MESMO o poder que tem, uma vez que tudo o que parecem estar elas tentando fazer na atualidade é livrar-se, seja real ou aparentemente, temporária ou permanentemente dele.
Aquele Abraço!