sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Tiro no Pé
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Decisões Capitalistas, Mentes Submissas
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O "Estupro Mental" do BBB

#danielexpulso...
Foi essa a Hashtag que entrou para os TT do Twitter na noite do sábado para o domingo. Porquê? Um suposto estupro dentro da "casa mais vigiada do Brasil". Parece que esse é apenas o primeiro de muitos escândalos que se apresentarão nos próximos meses. Vale a pena lembrar que a "atração" começou há apenas UMA semana. =/
Toda a "fuzarca" que se deu depois do ocorrido em todos os portais da Internet só me fez refletir no tamanho da hipocrisia envolvida em toda essa situação. Todas as semanas, ou finais de semana, esse mesmo cenário se repete: Festa e Álcool seguidos de Sexo. Quem é que reclama disso? Ainda que eu não seja adepto da "espiadinha" estou certo de que a moça não estava mais alcoolizada do que muitas outras naquela mesma hora e que eram levadas para a cama por "aproveitadores". Quem é que reclama disso? Isso sem falar no fato de que quando algo nesse sentido acontece, as mesmas mulheres que querem ser tratadas como os homens, que querem agir e sentir o mesmo que eles sentem são prontamente retomadas a posição de sexo frágil, sensível e por aí vai... E o que dizer da ausência TOTAL de conteúdo de um programa que repete a mesma fórmula há 12 anos e que não contribui em NADA para a educação e/ou desenvolvimento de seus espectadores? Quer maior estupro do que esse? Quantas mentes alienadas e realmente incapazes são molestadas diariamente com as armações e jogatinas de uma realidade que nada mais é senão forjada? E quem é que reclama disso?
Por fim não tenho intenção nenhuma de fazer defesa ao rapaz ou qualquer outro em posição semelhante, só penso que além de criticarmos tão veementemente atitudes como a supracitada, deveríamos também criticar os muitos outros hábitos e comportamentos tão comuns e por vezes até incentivados dentro da mídia do nosso país.
#CulturaJÁ!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O Último Romântico...

"Faltava abandonar a velha escola Tomar o mundo feito coca-cola Fazer da minha vida sempre O meu passeio público E ao mesmo tempo fazer dela O meu caminho só Único.
Talvez eu seja O último romântico Dos litorais Desse Oceano Atlântico...
Só falta reunir A zona norte à zona sul Iluminar a vida Já que a morte cai do azul...
Só falta te querer Te ganhar e te perder Falta eu acordar Ser gente grande Prá poder chorar...
Me dá um beijo e então, aperta a minha mão, Tolice é viver a vida Assim, sem aventura...
Bem, se você estava esperando um texto romântico, daqueles de suspirar, o melhor que você vai conseguir é o acima transcrito, o que, venhamos e convenhamos, é uma ótima pedida. ;)
Na verdade essa canção tem me acompanhado nas últimas semanas e não consigo tirá-la do meu repertório mental, o que seria normal se estivesse vivendo uma época apaixonada ou algo semelhante. A questão é que esse não é o caso. Tenho vivido um momento de muitas incertezas e questionamentos, uma época de dúvidas e decisões. Isso tudo me fez refletir na beleza das palavras desse poema, afinal de contas, quem disse que o romantismo está sempre e necessariamente relacionado ao amor? Isso me levou a uma releitura pessoal dessa música que há muito me encanta.
Na verdade vivemos num mundo extremamente cético e egoísta, um mundo em que cada um é por si e nem mesmo Deus por todos, um mundo de competição e individualismo, da sobrevivência dos mais aptos... "A velha escola..." Mas nesse cenário de semelhanças que geram distorções, por mais dificil que pareça, cada um é capaz de traçar o seu "caminho só, ÚNICO..." Não precisamos reproduzir o que a sociedade nos apresenta, seja lá o que for, somos agentes e recebemos o privilégio de escolher nossos caminhos, ainda que sob sistemas pouco ideais.
"Só falta te querer..." Afinal de contas que está disposto a dedicar-se a transformação, a mudar o mundo, ainda que isso signifique mudar a si mesmo. Diariamente reclamamos da política, da Economia, da educação e saúde, mas quanto temos feito para contribuir de forma significativa para a melhoria do nosso meio? Será mesmo que uma Televisão, celular ou computador novos são capazes de nos trazer felicidade e paz social?
Talvez "falta eu acordar..." para uma realidade que eu nunca quis que fosse minha. Enquanto vejo tantos, mesmo ao meu redor, buscando os caminhos mais fáceis e menos trabalhosos - o que não seria um problema se isso não fosse possível as custas de milhões que pagam com suor e sangue pela boa vida de poucos - me indigno com sua inércia e conformismo, regados de criticismo e hipocrisia.
Nessas horas eu penso mesmo que "tolice é viver a vida assim..." pois para que mais estaríamos aqui senão para crescer e desenvolver habilidades e características que são resultados, única e exclusivamente de trabalho duro mas com uma boa dose de ousadia, afinal, o que seria de nossa sociedade hoje se poucos no decorrer da história não ousassem confrontar o sistema de sua época em prol do desenvolvimento social? Continuaríamos segregando e limitando as liberdades uns dos outros, vivendo uma verdadeira selva humana.
Chegou, contudo a NOSSA vez de ousar, fazer diferente, de transformar um pouco de idealismo em realização e dar as gerações futuras a alegria de viverem num mundo melhor.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Socialismo ou Bom Senso?

"Todo jovem tem direito a sua época socialista..." Em outras palavras essa, sem dúvida, foi uma das frases mais repugnantes que ouvi e sou capaz de me recordar, confesso que fico até feliz em não me lembrar quem o disse exceto pelo sentimento de que foi uma pessoa culta e proeminente.
É mesmo compreensível alguém que vive confortávelmente em sua casa própria com carro do ano na garagem e livre de qualquer necessidade pensar dessa forma. Quando jovem vê-se o sistema como um monstro, mas o tempo vai passando e acontece como ao sapo que colocado em uma panela de água fria morre cozido por se acostumar com a elevação gradativa da temperatura decorrente da exposição da panela ao fogo, ou seja, aquilo que era inaceitável passa a ser razoável e de razoável acaba por se tornar agradável. Mas será mesmo que deve ser assim? Temos que perder o espírito de mudança e desejo de contribuir para uma causa maior por conta do nosso egoísmo incontrolável?
Nesse cenário, sem dúvida, um dos maiores vilões é o conformismo. "Todo mundo pensa assim, todo mundo faz assim, quem sou eu para mudar as coisas?" Interessante é que por mais que as vezes pareça ser necessário mudar o mundo, muito menos se exige. Pense no caso de muitos cargos públicos no Brasil, um dos exemplos mais gritantes para mim é o dos "office boys" de luxo dos tribunais, vulgo "Oficiais de Justiça" que recebem hoje um salário de aproximadamente R$ 10.000,00 para fazer trabalho de carteiro. Não que o trabalho não seja importante, mas porque não pagam ao seu Zé, carteiro do bairro metade disso? Sem contar aqueles que se aproveitam do sistema deficiente e conseguem, de forma LEGAL, trabalhar 2-3 dias por semana. "Vida boa, vida boa, sapo caiu na lagoa..."
Mais uma vez a questão nunca seria o salário desproporcional se houvesse produtividade. Já pensou se no Brasil ganhássemos por hora como em países como EUA, Canadá e Inglaterra? Temos um grande déficit de produtividade em nosso país e muito disso é graças ao inchaço da máquina estatal que não é capaz de controlar os seus e acaba por desperdiçar muito mais do que o dinheiro do contribuinte, mas a força de toda uma nação.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Memórias

Hoje estava na Livraria desopilando um pouco enquanto lia e sentados, não muito distantes de mim, estavam dois senhores conversando de forma bastante animada, pareciam amigos de longa data que há muito não se viam, presumo que fossem pois pelas quase 2 horas que passei ali sentado tudo o que pareciam fazer era conversar sobre memórias... Riram, gargalharam, cantaram e muito mais, pareciam muito satisfeitos e felizes. Essa cena me fez ponderar a respeito do tipo de memórias que a nossa sociedade está nos incentivando a criar. Tudo está se resumindo, individualizando e isolando. Nossos relacionamentos não passam mais de comentários e tudo o que compartilhamos são fotos ou aquilo que gostariamos que as pessoas acreditassem que estamos pensando. Reproduzimos muito, produzimos pouco. Encurtamos distâncias, ampliamos barreiras. Queremos viver o mundo quando tudo o que fazemos é evitá-lo. Diante de tudo isso resta a dúvida se seremas capazes de, em alguns anos sentar por horas frente a frente com um amigo, rir, gargalhar e cantar como se não nos víssemos há anos, ainda que esse seja nosso programa semanal...