Qualquer tolo pode tentar definir o que é esse sentimento, cujo qualquer complemento em sua descrição é não apenas inútil, mas também inadequado… Sábios assumiram empreitadas menos ousadas, buscando identificar elementos que caracterizem o amor… Elementos esses que, embora atemporais, são descobertos e redescobertos diariamente por tolos, como eu e você, que com mais frequência do que deveríamos, enchemos o peito e bradamos saber o que é amar…
A paternidade, tal qual a maternidade, é um milagre em si só… Não apenas no sentido divino, mas talvez mais ainda no sentido humano, vez que é justamente aquilo que de mais humano em nós existente é afetado de forma mais intensa e duradoura…
Dentre as lições e privilégios dessa responsabilidade está a oportunidade de aprender a amar… O processo, no entanto, de aprendizado não poderia ser mais eficiente… Não aprendemos a amar pelo que fazemos, deixamos de fazer ou nossas intenções… Não aprendemos a amar por necessidade ou por interesse… Não aprendemos a amar por osmose ou por qualquer método didático ultra moderno… Aprendemos a amar pelo EXEMPLO…
É impressionante como amam as crianças… Não à toa as consideramos puras, e assim sendo, não poderia ser diferente seu amor… Amam de graça, amam com prazer e intensidade… E demonstram isso de maneira ímpar e singular…
É através do exemplo desses pequenos que aprendemos que quando amamos a outro, estamos preocupados é com as necessidade e interesses DELE e não nossos… Quando amamos, abraçamos, e não esperamos ser abraçados, beijamos e não esperamos ser beijados, servimos, e não esperamos ser servidos… É assim que ama uma criança e assim que deveríamos amar eu e você…
Esse amor… O puro amor, é naturalmente despido de orgulho ou egoísmo… É agradável e reconfortante… Traz um sentimento de pertencimento e satisfação… Aquilo que todos buscamos, mas que nessa busca incessante acabamos esquecendo de oferecer… Com isso amamos a nós mesmos projetando sobre os outros nossos interesses, aspirações e estendemos aos nossos relacionamentos o vazio que não conseguimos preencher…
Por isso, da próxima vez que pensarmos em declarar nosso amor a qualquer um que seja, que seja menor nossa tolice e avaliemos se amamos mais àquele a quem pretendemos dirigir nosso afeto, ou a quem aprendemos de tantas formas diferentes, ser a pessoa mais importante de nossas vidas… Nós mesmos…

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