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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Manda quem PODE?

Escrevo esse post como um desabafo diante de um sociedade cada vez mais estúpida e ridícula...

Desde sempre tudo o que a humanidade parece buscar é um poder que lhe permita dominar... Dominar algo, alguém... Dominar... Estudamos, trabalhamos e em alguns casos até temos filhos com o intuito oculto de Dominar... Mandar, sentir-se, fazer-se superior... Tudo isso para que? No final das contas os melhores líderes que existem não mandam em ninguém. Tome Cristo por exemplo, tudo o que ele fez foi CONVIDAR: "Vem segue-me..." e centenas o fizeram, alguns mesmo abandonaram tudo o que tinham e eram para seguir aquele cuja autoridade era tão contestada pelos "sábios e inteligentes" de sua época...

Liderar é muito mais do que exercer domínio... A célebre frase: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" descreve de forma bastante simples a visão arcaica que temos da liderança, um comportamento quase ditatorial, que, como sociedade lutamos durante séculos para abolir.

Essa realidade se apresenta diariamente quando nos sentimos frustrados diante de uma ordem desobedecida. Isso é  ainda mais claro nas relações parentais, ou você acha mesmo que é a raiva que leva um pai ou uma mãe a bater em seu filho, as vezes de forma COMPLETAMENTE desproporcional ao comportamento do infante, e falo desproporcional sim, mesmo assumindo o risco de enfrentar (falsos) moralistas que enchem a boca para dizer que não existe repreensão física proporcional.. Quanto a isso nunca me esqueço de uma lição há muito apreendida :
41 Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com apersuasão, com blonganimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido;

  42 Com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem ahipocrisia e sem bdolo
  43 aReprovando prontamente com firmeza, quando movido pelo Espírito Santo; e depois, mostrando então um bamor maior por aquele que repreendeste, para que ele não te julgue seu inimigo;
  44 Para que ele saiba que tua fidelidade é mais forte que os laços da morte.
(Doutrina e Convênios 121:41-44)

É justamente pelo  acima grifado que jamais repreendo ninguém no momento da fúria, porque nesse momento é simplesmente impossível reprovar com firmeza e EM SEGUIDA demonstrar amor maior. No momento de fúria tudo o que fazemos é justamente extravasar a FÚRIA, sem QUALQUER teor pedagógico. Não estamos preocupados em ensinar, mas sim em deixar claro que a desobediência nos indignou, nos revoltou, nos chateou, nos entristeceu... Isso se aplica muito bem tanto à criação de filhos quanto aos negócios, o princípio é o mesmo.

Mas aí o mais cético dirá: "Como a sociedade então viverá sem quem mande...?" A questão toda gira em torno de um conceito que já deveria há muito estar extinto, o conceito de que o homem existe para receber a ação. Desde que nascemos somos treinados a receber ordens: "Faça isso! Não faça aquilo!" Somos podados em nossa própria essência desde o berço. Somos ensinados que não somos capazes de decidir o que queremos ou o que gostamos, alguém superior a nós tem de fazê-lo, para nosso próprio bem e segurança. Aí, quando completamos 18 anos, como que num passe de mágica nos tornamos capazes de dirigir nossas vidas, e não apenas carros. Será que só eu me espanto com essa pretensão infantil? Como esperar que uma pessoa que cresceu sem ter o direito de tomar parte nas decisões relacionadas a sua própria vida e existência pode, de uma hora para outra, ser capaz de decidir QUALQUER COISA? Agora faça uma projeção dessa realidade no mercado de trabalho, na Universidade, na política e na sociedade como um todo...

Sei que esse texto pode estar um pouco desconexo e sem sentido, mas não posso mais me silenciar por causa das minhas limitações linguísticas. Prometo retornar à esse post e editá-lo, escrevê-lo, mas enquanto isso não acontece, por favor, fiquem a vontade para compartilhar seus pensamentos e impressões.
Aquele Abraço!

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