
Hoje estava na Livraria desopilando um pouco enquanto lia e sentados, não muito distantes de mim, estavam dois senhores conversando de forma bastante animada, pareciam amigos de longa data que há muito não se viam, presumo que fossem pois pelas quase 2 horas que passei ali sentado tudo o que pareciam fazer era conversar sobre memórias... Riram, gargalharam, cantaram e muito mais, pareciam muito satisfeitos e felizes. Essa cena me fez ponderar a respeito do tipo de memórias que a nossa sociedade está nos incentivando a criar. Tudo está se resumindo, individualizando e isolando. Nossos relacionamentos não passam mais de comentários e tudo o que compartilhamos são fotos ou aquilo que gostariamos que as pessoas acreditassem que estamos pensando. Reproduzimos muito, produzimos pouco. Encurtamos distâncias, ampliamos barreiras. Queremos viver o mundo quando tudo o que fazemos é evitá-lo. Diante de tudo isso resta a dúvida se seremas capazes de, em alguns anos sentar por horas frente a frente com um amigo, rir, gargalhar e cantar como se não nos víssemos há anos, ainda que esse seja nosso programa semanal...
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