
Explosão Nuclear, Massacre de Inocentes, Saques à mão Armada, Bombas Explodindo... Não, não é o fim do mundo, são APENAS as PRINCIPAIS notícias de uma edição "regular" de um dos telejornais de maior audiência no Brasil.
Não há dúvida de que a mídia desempenha um papel importante na disseminação da informação, mas do que é que tem sido feita a programação dos nossos noticiários? E no final, o que fica? A solução do problema...? Não... Mas sim o medo, o desespero, o terror...
Recentemente assistimos perplexos uma das maiores atrocidades já cometidas em nosso país. Crianças, inocentes, no lugar certo, na hora certa entre as pessoas certas brutalmente assassinadas por um "louco" para dizer o mínimo.
Desde o ocorrido eu mesmo (que nem sequer tenho uma televisão funcionando em casa) assisti à duas reportagens sobre novos "atentados" em Santos e São Paulo. Emissoras disputam para apresentar "notícias", fotos e vídeos em primeira mão. Todas as revistas de grande circulação nacional estamparam capas vermelhas com a foto do assassino. Me assustei quando recebi no Twitter uma mensagem que dizia mais ou menos assim: "Hoje o Globo Esporte não será transmitido devido ao ocorrido no bairro do Realengo/RJ". Não entendi... Como já disse, nem sou de assistir televisão, mas a questão é: "Por que um programa esportivo (e poderia ser de qualquer outra coisa, moda, cultura, desenho etc...) é substituído pela cobertura de um massacre?" Depois de muito pensar e lutar contra a vontade de simplesmente atacar a mídia percebi que isso só acontece por um motivo... Por que NÓS queremos!
Não sei exatamente por que, mas no fundo no fundo existe algo que parece ser próprio do ser humano que o atrai para esse tipo de informação e conteúdo. Ainda que saibamos o quanto mal isso nos faz e principalmente aos mais jovens, falamos sobre isso nas escolas, nas rodas de amigos, no trabalho, em todo o lugar...
É um fato extremamente triste e desanimador, que nos mina a esperança de vivermos em paz num país tão belo e rico como é o Brasil. É um fato revoltante que nos corrói o espírito de raiva e indignação. Nos parte o coração e deprime a alma. Nos preocupa e torna o cotidiano algo sombrio. Nos faz sentir saudades dos tempos que nunca vivemos e nos enegrece a visão no fim do túnel. Por essas e muito mais é que me pergunto: POR QUE CONTINUAMOS FALANDO DESSES ASSUNTOS!?
Não há dúvida de que vivemos "tempos trabalhosos" (2 Timóteo 3:1) e por isso mesmo é que precisamos de uma dose cada vez maior de otimismo, de notícias boas e positivas. Não se pode vencer um desafio a menos que acreditemos que seja possível. E o desafio que temos diante de nós sem dúvida alguma é dos maiores já vistos na história da humanidade. Há mais de 2 séculos, no entanto, Charles Dickens em seu clássico "Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos, era a idade da sabedoria, era a idade da tolice, era a época da fé, era a época da incredulidade, era a estação da luz, era a estação das trevas, era a primavera da esperança, era o inverno do desespero tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós..." (A Tale of Two Cities, (1859), Book the First, Chapter I).
Que recusemos a exposição exacerbada das desgraças e problemas que, por si só, nos assolam diariamente, que tenhamos a coragem moral de promover aquilo que é bom e dessa forma pavimentemos, ainda que seja APENAS de ESPERANÇA, o caminho daqueles que nos sucederão...
PS: Para os que gostarem de boas notícias, recomendo o blog:
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