
Brás, São Paulo, fevereiro de 2011. Estou eu, feliz a caminhar fazendo algumas compras para o enxoval de "Ramoñzinho". Entro "faceiro" numa loja e pergunto: - Quanto é esse macacãozinho? "R$ 85,00" responde a vendedora... ao que fui obrigado a replicar: - "E UM só, quanto é? :D
Não há dúvida de que o vestuário é um item que a cada dia está mais caro para o bolso dos brasileiros, no entanto, não precisa ser assim.
É claro que para aqueles a quem amamos desejamos dar o que é de melhor, e é justamente nesse ponto que a visão, em especial do brasileiro é absurdamente distorcida, afinal, o que é "o melhor" quando se trata de vestuário?
O brasileiro tem uma tendência terrível de achar que tudo o que é caro é melhor. Não se pode questionar que quanto maior a qualidade, maior o valor agregado, essa é uma regra básica do mercado, porém esquecemos que vivemos em um sistema que o que impera não é a primazia da qualidade, mas sim a da mais valia, fazendo com que, se um comerciante pode vender um produto de uma qualidade superior mas, por qualquer motivo que seja, consegue vender um produto de qualidade inferior pelo mesmo preço com uma margem de lucro maior não há dúvida quanto ao que ele fará, e é nessa armadilha que a maioria de nós é pega sem, muitas vezes, perceber.
"Porém, contudo, todavia e entretanto" todos sabemos que qualidade não é a questão para a grande maioria sociedade. Mais uma vez a ânsia por aceitação se faz presente nos filhos. Já discutimos um pouco sobre isso no primeiro "post" e não há como não retornar à essa questão ao falar de vestuário. Todos sabemos aquilo que é necessário para a proteção física do corpo, muitas vezes, porém, além de nomes, somos levados à incluir sobrenomes nas roupas que utilizamos. Dessa forma, camisetas já não são mais meras camisetas e passam a ser chamadas "Hollister" ou "Thommy", tênis passam a ser chamados "Nike", "Adidas" ou "Puma", calças são agora "Lee", "Calvin Klein" e etc. Esse fenômeno faz com que nossa geração hoje, compre muito mais pelo nome e muito menos pela utilidade, onerando, sem sombra de dúvida o orçamento familiar.
Isso, porém, não é tudo. Infelizmente quando se fala de vestuário, o preço monetário que pagamos em alguns itens é insignificante quando comparado ao custo que arcamos pelas conseqüências de utilizá-los. A extravagância vem a cada dia tomando conta daquilo que se chama moda, expondo o corpo de homens e mulheres de forma cada vez mais natural a aceitável. Essa exposição degrada a imagem e desde pequenos nossos jovens são levados a se acostumar com esse apelo, o que se reflete no seu comportamento, gerando, para a sociedade e principalmente para a família, um preço de manutenção extremamente elevado. O recato já não faz parte das qualidades de um bom vestuário, de fato, quanto menos pano, mais caro e mais valorizado. Não me admira situações, como a que há algum tempo explorou-se com tanto sensacionalismo em mais um dos "Massacres da Mídia", no caso UNIBAN & Geisy Arruda.
A solução, portanto, me parece simples. Basta-nos ser um pouco menos influenciáveis e um pouco mais originais. Na verdade, seguir tendências é muito fácil. Especialmente quando essas tendências são desenvolvidas, com anos de antecedência, para justamente influenciar o maior número de pessoas possíveis. Resta-nos a decisão de sermos agentes ativos e não passivos de nossa própria vida, tomando controle de nossas decisões e não simplesmente cedendo aos apelos daqueles cujos interesses são meramente financeiros. É nossa a decisão entre oferecer aos nossos filhos um VESTUÁRIO APROPRIADO em detrimento de um que seja meramente da MODA! Afinal, a moda é VOCÊ mesmo que faz!
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